O último romance:

Os dois estavam constrangidos, o cenário era bonito: nuvens brancas, céu azul e banco vazio. Ela coloca a mão no rosto por razões que até a razão mais filosófica não entenderia. Os olhos param num ar, e por um momento se percebem. O problema era aquele rosto, a expressão de esquilo de desenho animado.


Ele era alto, e seu corpo parecia se mover por vontade própria. Ela era de média estatura, o que simplesmente se equilibrava. Ela era baixa o suficiente para o abraço ser bom, e alto o suficiente para acabar com a necessidade de um banco. Os olhos dela era amarelados e fortes.


Os dois perdiam provas, compromissos e treinos para conversar. O homem não tinha idéia no que estava se metendo quando esperou na frente de uma sala por horas. Ele não tinha muito idéia sobre as coisas, seu jeito lembrava um homem furtivo de organizações secretas.


As duas mãos delas estavam pintadas de oi e sorrisos roxos. As mãos estavam fechadas no rosto e a conversa começou:


- Tira as mãos do rosto, mulher das pradarias.


- Não, não e não.


- Você é linda.


- Eu não sou bonita e não estou tentando ganhar um elogio.


- Você realmente pode não achar, mas não importa. O amor é a coisa mais importante Mrs. Lester. As pessoas dizem que amor é beijos no final do dia, cinemas escuros e casamento. Você sabe o que eu penso? O amor é um toque e não é um toque.


- O que foi isso?


- Meu autor favorito dizendo coisas que não consigo dizer nem por linhas tortas.


- Você ta vermelho.


- Você me deixa vermelho.


As despedidas foram feitas, ambos seguiram seu caminho. Ela começou a correr e alcançou ele ainda na escadaria.


- Não vale.


- O que não vale?


Ela voltou a correr e sumiu. E ainda era dito que ele era a lebre da Alice, esquilo.

Comentários

  1. Quem é essazinha que tenta ter cara de esquilo de desenho animado não sendo eu?! Tsc.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Charles Bukowski.

Astronauta

Devolvida ao remetente