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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

O tempo.

O tempo na verdade consiste numa simples peça de teatro criada por pequenas pessoas bem espertas, que acharam que tentar organizar algo inorganizavel seria produtivo para a realidade. Assim foi, que as pessoas começaram a acreditar que tinham que seguir uma corrente de acontecimentos segundo um horário definido: o horário para comer, dormir, pensar, chorar, viver. Delimitaram tempo por tempo, as coisas que tinham que ser feitas. Enganou-se que o tempo não era uma criação humana, e sim um fato bem estabelecido, Fizemos templos para o tempo, que tão sabiamente chamamos de relógios, e neles passamos a acreditar como um símbolo religioso. A grande questão é que acordamos desse transe eventualmente, quando percebemos que os acontecimentos têm seu próprio compasso. Não conseguimos forçar o acontecimento no tempo do relógio, porque ele já tem um plano para si. Quantos de nós não quiseram que o tempo tivesse parado por alguns segundos, somente para que a cena não passasse no próximo rolo de f…

A estrela.

Era uma vez um homem, ele amava uma estrela. Sabia da impossibilidade desse amor, ou pelo menos era assim que enxergava o problema todo. Passou noites inteiras frente ao mar vendo o reflexo da estrela, mas por mais que ele pensasse, ele só podia enxergar um pobre reflexo. O pobre homem chorava dias afundo frente à estrela, não conseguindo enxergar qualquer coisa ao seu redor. Nada valia as florestas, o brilho da lua banhando o chão, ou até mesmo o tradicional roçar das ondas na areia da praia. Seu defeito principal foi não acreditar na possibilidade da estrela, se jogou no vazio do penhasco sem acreditar realmente em alcançá-la, então caiu no vazio do mar perdido em pensamentos. No oco do mar que se encontrava, perto dos monstros milenários que se escondiam no fundo do mar, ele se fechou em si mesmo. Queimava tão forte sua chama, que tudo ao seu redor destruiu. Todos seus pensamentos passaram a ser queimados um por um, trucidados pelo desejo impressionante encontrado na sua alma. A pr…