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Mostrando postagens de Abril, 2009
O último romance:

Os dois estavam constrangidos, o cenário era bonito: nuvens brancas, céu azul e banco vazio. Ela coloca a mão no rosto por razões que até a razão mais filosófica não entenderia. Os olhos param num ar, e por um momento se percebem. O problema era aquele rosto, a expressão de esquilo de desenho animado.


Ele era alto, e seu corpo parecia se mover por vontade própria. Ela era de média estatura, o que simplesmente se equilibrava. Ela era baixa o suficiente para o abraço ser bom, e alto o suficiente para acabar com a necessidade de um banco. Os olhos dela era amarelados e fortes.


Os dois perdiam provas, compromissos e treinos para conversar. O homem não tinha idéia no que estava se metendo quando esperou na frente de uma sala por horas. Ele não tinha muito idéia sobre as coisas, seu jeito lembrava um homem furtivo de organizações secretas.


As duas mãos delas estavam pintadas de oi e sorrisos roxos. As mãos estavam fechadas no rosto e a conversa começou:


- Tira as mãos do rosto,…

Lavatory, Lovestory.

Guadalupe acordava toda dia para seu trabalho, que consistia em cobrar dinheiro para entrar no banheiro do metrô. Ela tinha longos olhos negros, pele morena clara e cabelo não liso e não Bombril, um meio-termo. Tinha um pequeno excesso de peso, talvez 10 ou 20 kg a mais do que a taxa normal. Usava todos os dias um vestido de cor diferente do anterior, naquele ambiente cinzento um pouco de cor era o que fazia as coisas agüentáveis. Sonhava acordado o dia inteiro, olhava para grandes revistas de moda e esperava que um dia fosse ela nas revistas. Ela ansiava por ser a mulher abraçada, por ter nas suas costas um homem que a amasse.

Segunda feira cinzenta, tudo parecia preto e branco, ela continuava lendo suas revistas esperando uma solução para seus problemas. Dezenas de homens passavam sem percebê-la por trás das revistas e jornais, somente deixavam o dinheiro para poderem usar o banheiro. Seu vestido era longo, amarelo e com pequenas flores. A vida era triste e parada, talvez milhões vis…