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Mostrando postagens de Julho, 2011

Casa pré-fabricada.

Eu pego com essa mão e construo as bases; tiro do chão sua terra e coloco o cimento; penso em como civilizações antigas faziam esse processos; os incas tinham lugares abertos para reverenciar deus. Penso em como o cristianismo parece ter jogado tudo dentro dele mesmo, corroendo seu interior de culpa e de altruísmo, num processo quase de absoluta loucura. Pego tijolo por tijolo num sol de deserto e começo a pensar sobre o que estou fabricando. Nós devemos muito a quem veio anteriormente, nos esquecemos falando que somos o futuro da nação; uma bela geração coca-cola.

Penso no seu sorriso; afinal toda construção vem de uma imagem e nossa pobre casa pré-fabricada não podia ficar sem uma. O telhado, eu fecho com força pensando que a chuva não atinja seus cabelos numa noite de frio em que estivéssemos abraçados. A porta, eu coloco com um fecho difícil, para que ninguém invada nosso lar. Penso nos seus traços, e talvez até um belo par de olhos claros. No som de crianças invadindo o quarto, ca…

Carta desesperada.

Cara senhorita,

Se eu pudesse lhe dizer desculpas, será que você me daria o tempo necessário. Se por um segundo, você me levasse a sério, será que tudo voltaria a fazer sentido¿ Ele andava num lugar que não era dele. Ele pensava que tinha criado um castelo de cartas depois do outro, onde somente sua imaginação causava o inferno na sua cabeça; eu era só imaginação você me dizia. Eu fui até sua porta e falei que te queria de volta, que eu queria aqueles meses de volta; não me diga que era imaginação, minha carne e meu sangue estavam gritando no frio da noite. Você escutou, e ele também. Meu problema sempre foi que existem pessoas demais nesse mundo de caos. Será que eu sempre vou ser o último da fila do pão; o último a ser escolhido num jogo sem vencedores ¿

Você me diz que minha mente é louca, que já não faz mais sentido falar de amor. Que o que existe é o prazer, e ele é de momento. Diz-me que eu já fui aquele que você esperava ligar, mas nunca mais. Meu deus, como as palavras viram nad…