A Flor e a Náusea
A garota anda, tortamente, por meio da rua, buscando equilibrar a flor na sua mão, enquanto observa o fluxo do trânsito. Parece absurdo para qualquer espectador, desavisado, que aquele vaso seja daquele tamanho. Ela não é, essencialmente, bonita. Pelo menos não para os padrões estereotipados, ela é bonita de uma forma um pouco peculiar. Sempre se veste bem. Sempre sorri. Parece deslocada contra o plano de fundo de uma cidade cinzenta e desabitada. Ela foi até o aeroporto na esperança que seus mundos pudessem se encontrar, como se, num passe de mágica, diferentes visões de mundo pudessem ser equilibradas na ponta do pé. Não era absurdo pensar que seus olhos iriam se encontrar no momento em que ele saiu do portão do desembargue. Nem, ao menos, seria absurdo pensar que ele iria sorrir, sem nenhum tipo de constrangimento. Absurdo, até poderia não ser, no entanto nada disso aconteceu. Pequenos presentes são dados d...