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Nada.

A menina tinha olhos verdes cinzentos, longo cabelo preto e bela silhueta. Usava um belo vestido azul colado no corpo, e era uma imagem desejável a qualquer homem. Ela entrou no intervalo em que alguém abre a porta e entra no elevador, o morador a viu, mas resolveu ignorar a bela menina entrando no prédio. O prédio era um dos mais antigos da cidade, tinha 12 andares. Ela subiu as escadas uma por uma, como se estivesse indo no dia do seu julgamento. Ela abriu a porta que dava para o telhado, dias antes ela tinha colocado um esparadrapo para que a porta nunca trancasse. Sorriu triunfantemente enquanto percebia que a porta estava aberta, ela finalmente teria uma chance de se jogar. Ela sorria de orelha a orelha, ela parecia ter ganhado algum campeonato nacional. Ela correu em direção ao fim do telhado do prédio, quando viu um homem sentado no parapeito, com dois grandes olhos negros a vendo. Ele tinha os pés para o ar, e o corpo ainda preso ao prédio. Ela ficou assustadíssima por aquela c...

Possibilidades.

O Homem tinha tudo para ser comum: roupas, tamanho, e o próprio rosto. Tinha média altura, cabelos e olhos pretos, pele pálida, o tipo de pessoa que passa atravessada por você na rua. Um trabalhador comum no meio da multidão, mas seu amor por livros de certa forma o mudara, é como se alguma parte dos livros tivesse sido mantida no seu próprio cerne. Havia outro aspecto curioso, quase caricato do homem que olhamos agora, ele era um romântico, e não importava o quão forte vinha à violência da vida, ele ainda mantinha algo como um segredo dentro de si, talvez os livros o tenham estragado. Sua imaginação era extremamente fértil, mundos de dragões e cavaleiros o assombravam ao longo do dia na sua cadeira padronizada. Ele se apaixonou no momento em que respirou perto, um segredo que nunca te contam na vida é que o tempo para assim que você vê a mulher da sua vida, mas ao mesmo tempo, ele cria uma vingança com você. Toda vez que você depender dele para encontrá-la, o tempo vai brigar contra v...

Animus.

Amor é tudo. O importante é começar com uma frase que chama atenção, ou assim me foi dito. Eu me peguei pensando tarde da noite numa erupção de paixões e decepções sobre a real importância de se apaixonar, de perder, de ter, de amar. Minha única e somente conclusão vai para, além disso, não é só amor, pensem comigo, sentir é o que vale. Seja jogando um esporte, ajudando um velinho na rua, abraçando uma menina triste ou uma feliz, sentir é o que ta realmente na pauta do dia. Sim, você vai sofrer, sim, coisas ruins aconteceram, mas para deixar claro, coisas ruins sempre tem a possibilidade de acontecer, o que importa é se você conseguiu sentir, e vai ver é isso que alguém me quis dizer quando falou que o amor era o sentido da vida. Por mais clichê e besta que isso parece, porque não admitir esse simples fato? Nós vivemos nossos dias esquecendo essa pequena besteira, que na verdade é umas das únicas coisas que importa. Platão queria mostrar como nós poderíamos sentir melhor, assim como Ni...

Chamada em espera.

Regina acordava todo dia da mesma maneira: tristemente, colocando o longo vestido, ajustando o longo cabelo, e pensando na sua solidão. Ela esperava que o telefone tocasse, esperava de uma maneira desesperadora. Ela se sentia totalmente perdida como se ela fosse uma chave que não tivesse sido feita para ser encaixada em qualquer fechadura, por mais que a comparação pareça extremamente boba, também é extremamente real. Ela tinha acabado de fazer 21 anos, e comemorar sozinha, soprando as velas e comprando um único chapéu de aniversário de papel. Ela tinha acabado de se mudar, e não conhecia ninguém, e sua timidez piorava as coisas. Noel tocava música o dia inteiro, e nunca estava sem um fone de ouvido ao redor do pescoço. Ele tocava violino, guitarra, violão, música era sua verdadeira e única paixão. Ele era baixo, nunca fazia a barba, nem cortava o cabelo, e usava muitas roupas quadriculadas. Ele vivia sua vida de uma maneira simples, entre a faculdade de música e os amigos. Noel ia de ...

Napoleão.

Eu normalmente escrevo em narrativa, nunca de maneira pessoal como um diário, porque assim posso colocar o que eu penso de maneira bonita, quase distante. Hoje é seu aniversário, mano, então abrirei uma exceção. Primeiro queria dizer que o que ta dita aqui é aleatória. Eu lembro que a gente briga desde pequeno, mas nos gostando muito. Eu penso que nós estamos melhor, você diz que eu sou quase normal, eu digo que você é quase estranho. Você me ensinou a pensar menos. Lembra daquele dia que aprendi a andar de bicicleta aos 15 anos? Você me empurrou de uma ladeira, e disse “Aprende ou cai”, e eu aprendi. Eu sinto que te passei algumas coisas que você nem percebe, até sua mania por músicas antigas ou usar o violão para deixar a cabeça melhor, ou vai ver é genético. Eu gosto muito das brincadeiras, ou como eu desarrumo seu quarto, e deixo seus bonequinhos organizados como um exército em briga. Um bob esponja lutando contra Shrek dentro de um carro simplesmente faz sentido. E você se esconde...

Hole in my soul.

O menino levantava de novo para ir ao ensino médio, cada dia era mais difícil acordar. Ele usava óculos do seu avô com uma grande armação preta, tinha um topete com seu cabelo preto, e era extremamente baixo. Ele usava uma camiseta de flanela com uma jaqueta por cima, que sinceramente saiu de moda há algumas dezenas de anos. Ele chegava à escola, onde não tinha quase nenhum amigo. O pior de tudo é que os professores gostavam de usar ele como exemplo e o chamar para responder perguntas no quadro, o que sempre resultava numa chuva de bolas de papel na direção de Pedro. A vida do ensino médio não era fácil como nos programas que passavam na TV, onde todos se aceitavam e as coisas simplesmente acabavam bem no final do dia. Pedro tinha acabado de sair da aula de química, onde de novo uma chuva de papel o acertou em cheio porque ele soube responder uma pergunta no quadro. Ele escorregou alegremente pelo corrimão como era de costume, afinal todos precisam de um pouco de diversão. No momento e...

Sonho.

O menino estava extremamente nervoso, o engraçado é que até seu passo era nervoso. Ele andava pulando as linhas como se elas fossem o perigo a ser evitado. Ele conseguia facilmente, ele chegou a pé com facilidade a uma grande casa branca com janelas azuis. Antes de entrar, ele começou a rodopiar de maneira ridícula. Ele sempre fazia isso quando queria solucionar algo, ele jurava que ficar tonto solucionava cada problema. Ele usou o interfone, e sua voz parecia fraca, quase feminina. A menina chegou à frente da porta. O barulho do churrasco da casa vinha com força, era uma mistura de violões e cavaquinhos. A menina andou pelo corredor cheio de rosas de maneira leve, despreocupada. O menino chegaria ao desespero se ela não tivesse aberto a porta e lhe dado um belo abraço. Ela tinha longos cabelos negros, grandes olhos, e batia mais ou menos no peito do garoto, seu nome era Corrine. O garoto se chamava Gregório, tinha olhos e cabelos castanhos. Gregório era o cara desajeitado que você obs...